A escola possui equipe capacitada em Audiodescrição, Libras e Legenda

Fotos: Ejurr
 


(Equipe da Ejurr na reunião com o Superior Tribunal de Justiça)
 

A Escola do Poder Judiciário de Roraima (Ejurr) foi considerada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a primeira Escola Judicial do Brasil a implementar a acessibilidade comunicacional nas aulas e lives ofertadas.
 

A Ejurr possui uma equipe qualificada em Audiodescrição, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e Legenda, recursos esses que proporcionam a acessibilidade comunicacional, contribuindo para a inclusão de educandos nas ações formativas.
 

A escola segue o recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução Nº 401/2021, que orienta sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Poder Judiciário e serviços auxiliares.
 

O pioneirismo da Ejurr em acessibilidade tem como resultado o reconhecimento de outras escolas judiciais. A exemplo, a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), que solicitou, recentemente, a orientação da equipe do Setor de Produção e Comunicação (Seproc) da Ejurr sobre como proceder na execução de ações no âmbito da acessibilidade digital, no curso de Teorias e Práticas de Acessibilidade e Inclusão, que será realizado  no período de 4 de abril a 11 de maio de 2022.
 

De acordo com a chefe do Seproc, Lorrane Costa, foi o STJ que previamente  contatou a equipe de comunicação da Ejurr solicitando essa cooperação no evento. Para ela, esse reconhecimento é fruto do esforço de toda equipe, que estudou e encontrou formas de disponibilizar os recursos de acessibilidade.
 

“Nós mergulhamos desde o início da gestão na perspectiva da inclusão. Buscamos nos especializar nessa área, para que as ações educativas ofertadas pela Ejurr, oferecessem Libras, que foi expandida para todas as ações; a legenda, que ainda não era disponibilizada; a audiodescrição, que era algo que ainda ninguém sabia do que se tratava. Então, nos especializamos em acessibilidade da fala, o que chamou muito a atenção das Escolas Judiciais, inclusive da Enfam”, explicou.

 


 

 

Ejurr ganha destaque nacional

 

Um dos maiores destaques alcançados pela Ejurr foi o reconhecimento por parte de Claudia Werneck, a idealizadora da Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, uma organização não governamental fundada em 2002 com o propósito de colocar a comunicação a serviço da inclusão na sociedade, principalmente de grupos vulneráveis como pessoas com deficiência.
 

Claudia Werneck, que é ativista brasileira em direitos humanos e pioneira na disseminação do conceito de sociedade inclusiva na América Latina, entrou em contato pessoalmente com a equipe da Ejurr para oferecer uma troca de vivências e experiências, tanto na parte de elaboração, como nas partes técnicas das transmissões de eventos que englobam a acessibilidade e inclusão.
 

“Nós estamos ganhando na verdade uma visibilidade nacional que não esperávamos. Hoje nós já temos até convites das outras escolas, como do STJ, para prestação de serviços de acessibilidade comunicacional”, detalhou a chefe do Seproc.
 

Sobre o curso Teoria e práticas da inclusão
 

A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), com apoio da Escola do Poder Judiciário de Roraima (Ejurr) e da Rede de Acessibilidade, promove o curso “Teoria e práticas da inclusão”, a ser realizado de 4 de abril a 16 de maio, destinado a magistrados e a servidores das escolas judiciais e das de magistratura dos tribunais federais e estaduais.
 

Saiba mais sobre o curso em: Conhecer Acessível: Enfam promove curso sobre teoria e práticas da inclusão.